Você gosta de ter a experiência de conhecer lugares e culturas diferentes?
Postado em 24 de março de 2018 @ 16:34 | 224 views


Quem não gosta de ser turista? É algo muito bom poder viajar por aí e curtir novos lugares e culturas, bem como conhecer novas pessoas e como elas interagem entre si.

Se viajar pelo nosso Brasil já é uma grande experiência, devido ao seu grande território que permite visualizar uma variada miscelânea de culturas e tradições, quanto mais interessante é poder viajar para outro país, e conviver de perto com outra formação, história e principalmente língua totalmente diferente da nossa.

Existem diversos tipos de pessoas quando o aspecto é viagem. Algumas pessoas preferem ser peregrinas ao invés de simples viajantes, conhecidos como “turistas”, ou seja, empreendem uma viagem com objetivo de ir além do mero turismo tradicional, enquanto que outras não dispensam o conforto e tranqüilidade do turismo típico de massa, ao qual estamos habituados a ver por aí.

Mas qual é a diferença entre o peregrino e o turista?

Como turista a idéia é apenas ficar por algum tempo no local, esquecer a rotina diária, curtir um novo lugar, aproveitar os pontos turísticos e o que aquela região oferece, e retornar no mesmo dia ou após um período de dias. Esse é um tipo de viagem em que a vida da pessoa não sofre alterações significativas.

Como peregrino o que a pessoa procura é uma experiência mais profunda enquanto estiver convivendo naquele lugar, não importando se for por um dia ou por anos. É uma experiência de vida sabendo em todo tempo que será temporária esta condição. É viver um novo lugar e realidade diferente da que vivia anteriormente, mas jamais se esquecendo de seu local de origem e do que ela é.

Qual tipo de viagem você preferiria fazer?

Os turistas passeiam por um tempo, enquanto que peregrinos começam uma vida inteiramente nova.

No Antigo Testamento, era comum que o povo de Deus vivesse como peregrinos nas terras onde passavam. Levavam todos os pertences, sua família, animais e viviam em tendas. Mesmo se fixando por dias, meses ou anos em um local, sabiam que aquele momento, por mais que fosse demorado, era temporário, pois aquele local não era o destino final. Por mais que convivessem e experimentassem relacionamentos com as pessoas naquele local, sabiam que eram peregrinos naquela terra, e deixavam claro isso a todos. O peregrino tem consciência do seu destino e do seu verdadeiro lugar.

Ser peregrino é ser como Abraão, em Hebreus 11.9, que “pela fé permaneceu por um tempo na terra que havia sido prometida, como em uma terra estrangeira, vivendo em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa”.

Na sua vida com Deus você é um turista ou um peregrino neste mundo?

Como peregrino de passagem nesta terra não devemos justificar uma vida confortável em que nos instalamos completamente, sem ver a necessidade de mudança.

Como turista viajando com um grupo de turistas, o desejo e esperança de todos é que seja uma viagem e estadia mais agradável possível. Por mais que faça brincadeiras com os companheiros de viagem, se tenta evitar dizer ou fazer qualquer coisa que possa resultar em um conflito ou que ainda torne a viagem desagradável. Esta é a maneira como muitas pessoas se aproximam das outras. Nós nos especializamos em ser agradáveis com as pessoas. É a demonstração clássica da superficialidade dos relacionamentos, pois se formam relacionamentos líquidos onde não existe ligação profunda entre elas. É como se fosse um bate-papo sem compromisso.

Como peregrino nós devemos ser intencionais com as pessoas, criando espaços de contato com elas, mostrando interesse, mesmo que não exista de nossa parte no início. É sair da zona de conforto e agir em prol do próximo, mesmo quando não queremos fazê-lo. Precisamos ser totalmente francos com nossos companheiros de viagem e também com as demais pessoas ao nosso redor. É conquistar pessoas criando contatos permanentes e duradouros.

Quando o turista se prepara para a viagem acaba por fazer um monte de compras antes de partir. Quanto mais ele pode, mais exige conforto e pacotes adicionais na viagem. O turista realiza todo o planejamento da viagem para que nada fique fora do esperado, como: passeios, horários, compras, gastos e etc. Se alguma coisa acontece fora do planejado, ele se irrita e vai à busca de uma solução, ou mesmo restituição. O turista planeja seu conforto, objetivando somente usufruir de coisas, pessoas e momentos em prol única e exclusivamente de seu bem-estar, pois somente está de passagem naquele lugar.

Em contraste, o peregrino mesmo fazendo planos para a viagem, não se preocupa com resultado ou conseqüências durante ou mesmo ao fim da viagem, porque Deus sempre proverá. Ser peregrino não é ser radical ou mesmo ser alguém relapso com planejamentos. É ser alguém que confia plenamente em Deus, compartilhando quando ninguém o faz, doando quando as pessoas guardam, se aproximando quando as pessoas estão distantes.  O peregrino objetiva contato com pessoas intensamente, pois não sabe quanto tempo terá e quando vai embora.

Para o turista o mais importante é visitar locais e tirar fotos. Eles precisam registrar aqueles momentos “especiais”, pois se tratam de momentos “felizes” em suas vidas. As pessoas que as cruzam são apenas um “meio” para sua felicidade durante a estadia.

Para o peregrino as pessoas são o objetivo principal, o “fim” e não e o “meio” pelo qual estão naquele local. Para o cristão peregrino é a fome de salvação, pois quanto mais se aproxima das pessoas, mais percebem o quanto tem que se aproximar ainda mais delas.

Quem é você?

Como disse anteriormente, a Bíblia nos diz que somos peregrinos neste mundo. Nossa moradia final ainda não é aqui (por mais que vivamos achando que sim!). Por mais que vivamos onde vivemos, por mais que seja por meses, anos ou uma vida inteira, ainda seremos um estranho, não adaptados. Para que você me entenda melhor, imagina que você esteja indo para permanecer em um país desconhecido para você. Você será um estrangeiro e total estranho naquele local não entendendo a sua língua e cultura. Com o passar do tempo, você começará a falar esta língua, viver a cultura e partilhar do mesmo modo de vida das pessoas do país, você deixará de ser um estranho e passará a ser parte integrante daquela comunidade. O mesmo acontece com nós que dizemos ser cristãos.

Por mais que vivamos este mundo, com nossos sonhos e planos, nos relacionando com pessoas, não devemos nos moldar a este mundo, partilhando os mesmos interesses, comportamentos e visão que as pessoas ao nosso redor possuem. O Apóstolo Paulo diz que como estranhos e estrangeiros aqui não estamos para nos conformar com este mundo, ou amoldar aos padrões deste mundo (Romanos 12.2), porque nós somos de outro lugar, de outra casa.

Mas qual é a nossa morada então?

A nossa morada é uma morada que Jesus preparou para que eu e você possamos viver plenamente com nosso Deus Pai. Somos peregrinos e estrangeiros neste mundo, no qual estamos somente de passagem rumo a nossa real pátria, nosso lar.

“Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. (Hebreus 11.13-16)

Referência: Site “Bíblia Comentada”. Postado por: Samuel Matos. Link: https://bibliacomentada.com.br/index.php/a-diferenca-entre-o-cristao-turista-e-o-peregrino/. Acesso em 07 de janeiro de 2017.

Paulo Sérgio – Vocalista

Caminhar-min




 

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